Resenha – Extraordinário

“Ela não acha que eu seja comum. Diz que acha, mas, se eu fosse comum, ela não precisaria me proteger tanto. Mamãe e papai também não me acham comum. Eles me acham extraordinário. Talvez a única pessoa no mundo que percebe o quanto sou comum seja eu. Aliás, meu nome é August. Não vou descrever minha aparência. Não importa o que você esteja pensando, porque provavelmente é pior.”

Sinopse: August Pullman, o Auggie, nasceu com uma síndrome genética cuja sequela é uma severa deformidade facial, que lhe impôs diversas cirurgias e complicações médicas. Por isso ele nunca frequentou uma escola de verdade… até agora. Todo mundo sabe que é difícil ser um aluno novo, mais ainda quando se tem um rosto tão diferente. Prestes a começar o quinto ano em um colégio particular de Nova York, Auggie tem uma missão nada fácil pela frente: convencer os colegas de que, apesar da aparência incomum, ele é um menino igual a todos os outros.

Narrado da perspectiva de Auggie e também de seus familiares e amigos, com momentos comoventes e outros descontraídos, Extraordinário consegue captar o impacto que um menino pode causar na vida e no comportamento de todos, família, amigos e comunidade – um impacto forte, comovente e, sem dúvida nenhuma, extraordinariamente positivo, que vai tocar todo tipo de leitor.

“August é o Sol…O  único corpo celestial que não gira em volta do August, o Sol, é Daisy, nossa cadela, e isso porque, para seus olhinhos caninos , o rosto do August não é muito diferente do rosto de qualquer outro ser humano.”

Resenha:

Meu coração foi totalmente quebrado por este livro!

Auggie é uma criança com 10 anos que tem uma síndrome genética rara chamada diostose bucomaxilofacial, que tem como seqüela, a deformidade do rosto. Por este motivo ele fez diversas cirurgias faciais e nunca frequentou uma escola. Tudo muda na vida de auggie quando seus pais o matriculam em uma escola para que ele faça amizades e interaja com crianças de sua idade.No inicio, ele se recusa, mas acaba aceitando a proposta dos pais.

Já nos primeiros dias de aula de Auggie, notamos o quanto crianças tão pequenas podem ser cruéis. Ele é perseguido e humilhado de diversas formas por seus coleguinhas, a ponto deles inventaram uma brincadeira chamada praga, aonde ninguém poderia tocar nele e se por acaso tocassem, deveriam se lavar o mais rápido possível para não acontecer nada grave. Se não bastassem todas essas coisas ruins, uma mãe de um aluno é extremamente cruel com ele. Mas com um super bom humor, Auggie aprende a lidar com essas questões e faz duas grandes amizades.

A irmã do nosso personagem principal é um encanto de menina e tem um amor incondicional pelo irmão, seus pais nunca o trataram como um coitadinho e dão tanto amor a ele que faz que com que o Bullying que Auggie sofre na escola não o machuque tanto.

A História de Auggie é um exemplo muito grande para todos nós, que muitas vezes passamos por dificuldades na vida e pensamos em desistir de tudo, que sentimos pena de nós mesmos. Conhecer essa história, de uma criança que precisa lidar com tanta discriminação e outras dificuldades e mesmo assim, nunca se fez de coitadinho, pelo contrário, superou tudo de uma forma brilhante, nos faz pensar que nossos problemas nem são tão grandes assim.

Auggie conseguiu o respeito e o amor das outras crianças sendo, sem máscaras, sem mentiras, apenas sendo ele mesmo junto com o amor grandioso que sempre recebeu de toda família e das pessoas que estavam ao teu redor.

Se você não leu este livro ainda, leia o mais rápido possível, coloque no topo de sua leitura. E quando você achar que está tudo difícil e que o mundo não sorri para você lembre desta frase do Auggie:

 “Toda pessoa deveria ser aplaudida de pé pelo menos uma vez na vida, porque todos nós vencemos o mundo.”

A autora retratou a história de uma forma encantadora, uma leitura simples com um vocabulário comum. A capa e a contracapa deste livro são maravilhosas, a editora fez um trabalho brilhante.

A autora R.J. Palacio resolveu escrever essa história, devido a uma situação pela qual ela passou com seus filhos, eles se aproximaram de uma menina que estava com a família e tinha uma deformidade no rosto e o filho de 3 anos da autora se assustou e chorou alto e o de 10 ficou muito agitado. Isso fez com que ela refletisse sobre o que aquela família deveria passar diariamente com a filha. Quantas vezes aquela menina não obteve esta mesma reação de outras pessoas.

 “Sei que não sou um garoto de dez anos comum. Quero dizer, é claro que faço coisas comuns. Tomo sorvete. Ando de bicicleta. Jogo bola. Tenho um Xbox. Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro. Mas sei que as crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando do parquinho. Sei que os outros não ficam encarando as crianças comuns aonde quer que elas vão.”

Avaliação
Nota
10
Sou a romântica desse enorme Multiverso! Livros são minha eterna paixão, HQs entraram arrombando a porta do meu coração e estão me levando a uma alegre falência... como não se apaixonar pelo Batman ou não amar o Aquaman vulgo Jason Momoa. Este é o meu mundo! Seja bem vindo a ele!